quinta-feira, 11 de outubro de 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

5) Em estado de peregrinação...ainda!

Caros amigos, o silêncio virtual tem sua razão de ser!
Poder compreender todos os momentos mágicos passados desde a decisão de fazer 0 caminho português à Santiago de Compostela !


Agora tudo é caminho! Sete dias caminhando de Ponte de Lima a Santiago...150 km até chegar a cidade santa (a segundo lugar de peregrinação depois de Jerusalém), dois dias bebendo da sua energia e mais cinco dias retornando a Lisboa, passando pelas Ilhas Cies na costa galega -- acampando com as estrelas, entre estórias de bruxas e corsários e a benção do universo!

Já de volta vagueando pelas belezas da cidade do Porto, encontro um livro num alfarrabista das Ruas das Flores, que lá estava a minha espera: "Caminho Portugues para Santiago de Compostela", escrito em 1965 pelo Conde d´Aurora, de Ponte do Lima -- não Ponte de Lima, como ele afirma. O último que ele escreve antes de morrer em 1969 e que recebeu o prêmio 'Virgem Peregrina' da Espanha. Basta dizer sobre um dos comentários sobre o estilo do Conde -- 'o poeta que se esqueceu de fazer versos'. Uma raridade, um presente do caminho... pois no terceiro dia de caminhada perdi meu guia...e assim segui, sem prender-me a mapas e dicas...seguindo a intuição!

Foi também no Porto, na igreja dos congregados de Santo Antonio, que encontrei uma mensagem, quando precisava encontrar. Aqui alguns recortes:

...Para lá de uma sã disciplina, sê paciente para contigo, és um filho do universo, não menos que as árvores ou as estrelas, tens direito a estares aqui.

...e que seja isto claro ou não para ti, sem dúvida que o universo vai evoluindo como deve, portanto, esta em paz com Deus, seja lá for como o concebes.

...e seja quais forem os teus trabalhos e aspirações no meio da barulhenta confusão da existência, mantenha paz do teu espírito.

...sê alegre

...esforça-te para seres feliz.

(DESIDERATA, manuscrito de 1692, encontrado em Baltimore na antiga Igreja de São Paulo. Outra versão atribuí o texto a Max Ehrmannn, sendo registrado pela primeira vez em 1927)


E depois, Fátima (sim, eu tinha que tentar entender tudo aquilo!), os tais sinais, lá me enviaram! Limpando-me dos preconceitos e ignorando o comércio em torno do fato, passo uma noite e um dia no lugar das aparições da virgem aos três pastorinhos da Cova de Iria. Também lá, encontro um livro...mas esta estória depois saberão com mais detalhes!

Ainda foram mais quatro dias Lisboa (a cidade mais emocionante do mundo, como diz o Conde d´Aurora) redescobrindo templos sagrados, em jantares de despedidas com AMIGOS do além mar (sim, com letras maíusculas -- amigos são como abelhas que polinizam nossas vidas...só assim podemos florescer) e fatos conectados (sim, todos estão, não duvidem!). Na última noite, na terra do mestre Fernando Pessoa, acabei comendo uma moqueca de camarão no restaurante brasileiro 'Comida de Santo', na companhia de um frei franciscano italo-americano, filho de mãe francesa.

Médico veterinário, Michael Daniels é um frei do mundo globalizado -- um grande homem do Século XXI (com o sobrenome igual ao nome do meu filho e que nasceu a 18 de janeiro, mesma data do nascimento do meu pai) e que hoje responde pela principal Igreja de Bissau, na Guiné! Um verdadeiro representante de São Francisco e Santo Antonio (de Lisboa ou de Pádua, como quiser!). Por algum motivo nossas vidas se cruzaram...minha intuição é tudo estar conectado com a África, esta que apareceu de diversas formas no caminho...o futuro dirá!

Pois, é meus amigos...o universo conspira...sem planejar, entre setas amarelas e conchas vieiras, viajei com todos os santos. Parti com Santo Antonio (15/7) de Lisboa, passei a noite de São João, pulando fogueira em Santiago (24/7) e retornei com São Pedro (29/7).

Para além da versão católica-apostólica-romana dos santos, é preciso entender os grandes homens que foram. Suas histórias de vida e de caráter! Se quiserem saber sobre um dos grandes (o homem canonizado santo pela igreja depois de 11 meses após sua morte -- a canonização mais rápida da história!), vejam o filme: "António Guerriero di Dio", de Antonello Belluco, que ´casualmente´ estava e cartaz na semana que cheguei a Lisboa!

Agora aqui no Brasil...depois de ter o batismo de fogo da paciência na chegada a terrinha -- em mais uma das crises do setor aéreo em Guarulhos (...seis horas dentro de uma avião parado na pista....relaxei, mas não gozei!...mas esta é outra estória). Agora, no seio da família, tento organizar os pensamentos e os sentimentos entra a fé (ou a energia do unverso) e a razão! De uma coisa tenho certeza: acaso e coincidências não existem! Abram os canais e vão perceber do que estou falando!

Antes de entrar no avião, esbarro com o livro 'O Segredo', de Rhonda Byrne, na livraria La Selva (nunca entendi este nome!), sem saber do seu sucesso. Em outros tempos, iria ignorá-lo, classificando-o como mais um desses livros oportunistas de auto-ajuda! Mas durante o caos instalado no vôo JJ 3529 da TAM, onde os passageiros se recusaram a sair do avião, fui lendo sobre o segredo, e descobrindo que o caminho tinha me mostrado uma parte dele! Se o grande segredo da vida é a lei da atração, se os pensamentos são magnéticos, se tudo que a mente conceber, ela pode conseguir...eu posso dizer que experimentei isto no caminho!

A mensagem aqui é que ainda me sinto no caminho! Confirmando a frase de que 'não é voce que passa pelo caminho, mas o caminho que passa por voce'. É claro que é uma jornada onde se encontra todo tipo de gente....desde um grupo de 19 portugueses da madeira, 'os amigos da natureza'...de bonezinho e tudo, liderados pelo 'major'! Gente que ali passou, como se passa-se nos corredores de um centro comercial! Mas, o que vale, são as pessoas especiais, como a norueguesa Benta, que vencendo um cancer, hoje já é uma veterana do caminho...servindo de exemplo à muitas pessoas! Todos no caminho tem uma estória de vida! Estas estórias são compartilhadas e somente compreendidadas por aqueles que ali pisaram as mesmas pedras e cruzaram os mesmos riachos...com fez São Francisco de Assis, em 1214!

O segredo está em voce mentalizar, meditar, baixa a adrenalina, respeitar os cinco séculos de história por onde passas e entregar-se a dimensão espiritual, com certeza terás algumas respostas! Não, não virei beato, nem tão pouco mago ou vi aparicões da Virgem, mas algo ainda inexplicável (ou explicável) aconteceu! Ainda procuro entender..!Foram tantos os sinais...sim eles existem! -- lembram do texto anterior...se há sinais!?). Sinais que não percebemos, porque estamos com os canais obstruídos! Sinais que não vemos, porque estamos acreditamos que vivemos numa única dimensão! Sinais que só aparecem quando deixamos nossas mentes e espíritos livres!

O resultado de tudo isto somente poderá ser um livro! Agora dá para entender por que tanta gente escreve um depois de percorrer o caminho! Foram vários momentos de conversa comigo mesmo (experimentem...é muito bom!), de horas andando na chuva e gozando da sensação, de pedidos e agradecimentos (a quem?...façam o caminho e descobrirão!), de conversas com gente da terra, gente humilde e carinhosa, de gravações de sensações (levei um gravador de voz comigo para ganhar tempo), de anotações importantes e mais de 800 fotos -- muitas delas são um documento do 'estado da preservação ambiental' do caminho, hoje ameaçado pela urbanização, estradas e depósitos ilegais de lixo.

Espero que com o livro voces se inspirem e vão experimentar um pouco da grandeza de se estar perto de algo que não seja se o de preocupar-se com o pagamento das contas no final do mês, do ir e vir da agitação urbana, das interferências dos ruídos das TVs e celulares, das discussões sem nenhuma importância do dia a dia!

Bem, meus amigos....é isto por enquanto...!E só posso finalizar com a frase do Gurdjieff: "Eu peço que voce não acredite em nada que não possa verificar por si mesmo"

quinta-feira, 14 de junho de 2007

4) A importância de fazer o caminho também pelos outros...!

Este é último texto que irão ler antes de eu iniciar o caminho português de Santiago de Compustela. Amanhã parto para o Porto de comboio (trem) e lá pego o autocarro (ônibus) para Ponte de Lima.

Andiamo avanti...que 150 km me esperam!

Espero ter algum tempo e quem sabe acesso a computadores para colocar aqui meus relatos...se isto não ocorrer, vão ter de esperar até o final da jornada!

Considero que de uma certa forma que há duas semanas já estou fazendo o caminho... começou pela decisão, pelas buscas na internet, os livros, os sinais, as compras de vestuário e equipamentos mais adequados para tal marcha, este blog (todos fazem depois do caminho...eu resolvi me adiantar!), o papo com os amigos....antes parceiros da jornada, agora por motivos pessoais, já não vão mais. Bem, não deve ser ainda a hora deles!

Sinto uma certa ansiedade e já não durmo direito imaginando seu início! É certo que faço isto por mim, mas também faço por todos aqueles que me acompanharão mentalmente, e também em espírito e coração. Com e por eles, vou meditar nesta empreitada:

* Pela minha companheira Patricia e meu filho Daniel...o amor e o carinho que sinto por eles..que haja luz no vosso caminho!
* Pelos meus pais e irmãos, pela paz e saúde a todos, principalmente a minha mãe, que tenha ânimo para enfrentar seus problemas!
* Por todos aqueles da 'grande família', que a harmonia e a alegria esteja sempre presente, mesmo nos desentendimentos...que são menores diante da nossa união!
* Pelos amigos que aqui estão e aqueles do outro lado do Atlântico, a paz e saúde deles, de suas companheiras e filhos!

Fica aqui uma poesia recuperada(...sim também naveguei neste mares, inspirado por esta terra de poetas!...a antologia completa dos anos 80, fica para mais tarde):

Buscas

Em que mar nos encontramos?
Onde os ventos sopram velas cansadas,
os rostos são queimados
e os portos errados!

Em que deserto estamos?
Onde os dias são quentes
e as noites com o poente chegam,
frias como mármore
e como beduínos vagueamos até a morte alcançar!

Em que labirinto nos debatemos?
onde os caminhos são muitos,
a luz é pouca e incertas são as saídas!

Em que lua te escondes?
Onde teu brilho não alcançamos e ciganos somos
contentando-nos apenas com a rosa vermelha da amada,
que em volta da fogueira dança!

Eloy, Lisboa 03/1988

quarta-feira, 13 de junho de 2007

3) Sinais aos peregrinos...eles existem de fato?

Na vida, dizem, que devemos saber ler os sinais...não falo das setas amarelas e das conchas vieiras que sinalizam o caminho de Santiago, mas sim o que vem antes! Será que eles aparecem e não percebemos por que não estamos atentos o suficiente?

Quando viemos a Portugal este ano, por conta de minha pesquisa de pós-doutorado, fomos parar no Oeste, propriamente na Lourinhã, a 'terra dos dinossauros lusitanos' (quer saber mais, visite o site do www.museulourinha.org e conheça o Lourinhanosaurus antunesi). Nos intervalos do trabalho, passeamos muito pela região, inclusive visitamos a Igreja de Santa Maria do Castelo, um verdadeiro templo gótico erguida no Século XIV, sucedendo outra igreja do século XII e que antes foi o local onde os árabes haviam edificado um castelo. Ficamos impressionado pela beleza rústica da construção em pedra e na altura observei algo difente em uma das portas laterais e que ficou gravado na memória.

Ao lado norte da Igreja encontra-se uma porta ogival, de arestas chanfradas, decoradas com carrancas e vieiras esculpidas, estas últimas simbolizando os peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela, o que faz supor que Lourinhã situa-se nos caminhos de peregrinação.

Somente vim fazer a ligação mais tarde, quando fui fazer a credencial do peregrino junto a Sociedade Portuguesa dos Amigos de Santiago, na Charneca da Caparica, quando o francês Henry tomou meu cartão de contribuinte (havia esquecido de levar qualquer documento) e viu o nome de Lourinhã, comentando o fato da existência da igreja (...estaria ali o primeiro sinal!)

Já em Lisboa, a vésperas das festas juninas, num final de domingo, andando pela praia de Fonte da Telha, na Costa da Caparica, com os amigos, Sunahara e Regina -- uma alemã que adora catar conhas e que acaba me presentendo uma! Nada mais, nada menos, que uma vieira (...quem sabe, o segundo sinal..!).

Vou a feira do Livro no Parque Eduardo VII e lá me deixo levar entre as editoras e os milhares de livros expostos. Títulos, romances, ficções, ciência, poesias, autores autografando obras....tudo extremamente interessante! Mas o que eu procurava, achava que devia aparecer a minha frente (agora, já atento a sinais!). Não tardou...paro em apenas uma editora e uma simpática senhora me entrega nas mãos um livro pequenino com o título: 'A Caminho de Santiago -- como quem procura uma fonte e uma estrela' (...talvez, o terceiro sinal!).

E na feira também que encontro também (...no meio daqueles livros que custam 5 Euros, os quais as editoras se querem ver livres!), uma literatura que me remete aos meados do anos 80 quando vivi em Lisboa. O livro é 'Contos do País dos Sufis', de Mojdeh Bayat e Mohammad Ali Mamnia. Lendas e contos fazem parte da tradição mística do Islão conhecida pelo nome de Sufismo. Descobri os sufis em 1985 quando li 'Encontros com Homens Notáveis', de George Ivanovitch Gurdjieff, onde ele relata suas experiênicias com os mestres sufis na sua busca através do Oriente Médio e Ásia Central, iniciada em 1883, para encontrar respostas as questões do sentido da vida (em 1979, o Peter Brook transformou tudo isto em filme). Depois deste, li outros de seus discípulos até fazer uma viagem a Turquia em 1986, quando a intenção era ficar uma semana e acabo lá me 'perdendo' por um mês e 'acidentalmente', acabo em Konya, a cidade dos derviches dançarinos, que fazem parte de um dos rituais sufis, mas está é uma outra estória! (...mais sinais?...well, a interpretação é livre!)

BARAKA para todos!

Quer saber mais sobre os sufis e Gurdjieff visite o site: http://www.nokhooja.com.br/grupo_mov_biografia.html

terça-feira, 12 de junho de 2007

2) Per agros... o destino do Homo Viator!

Uma peregrinação (do latin per agros, isto é, pelos campos -- assim evitava-se também os ladrões que assaltavam em estradas) é uma jornada realizada por um devoto de uma dada religião a um lugar considerado sagrado por essa mesma religião.

É um outro conceito de viagem, a que implica um percurso, um fazer do caminho, um aprender com esse caminho – uma prática do caminho.

O termo "Peregrino" aparece em nossa língua na primeira metade do século XIII, para denominar os cristãos que viajavam a Roma (dái a palavra romeiro) ou à Terra Santa (onde atualmente se encontra o Estado de Israel e os territórios palestinos) para visitar os lugares sagrados, às vezes como castigo auto-imposto com o objetivo de pagar determinados pecados e outras vezes para cumprir penas canônicas. Desses peregrinos surgiria mais tarde a idéia das Cruzadas, enviadas para ‘reconquistar’ os lugares que os cristãos consideravam sagrados e que estavam em poder de povos de outras religiões.

As peregrinações ocorrem desde os tempos mais remotos, mesmo nos chamados tempos primitivos em que predominavam os costumes ou chamados 'ritos pagãos'. Existem escritos de locais de peregrinação muitas vezes ofuscados pela própria religião cristã, como o caso da Catedral de São Tiago que fora construída sobre um 'templo pagão'.

Para peregrinar há que ter em conta que não se trata apenas do ato de caminhar (no caso da peregrinação a pé), ou executar um trajeto com um determinado número de quilómetros; é reconhecido que peregrinar carece caminhar-se motivado “por” ou “para algo”. A peregrinação tem, assim, um sentido e um valor acrescentado que é necessário descobrir a cada pessoa que a executa.

O Homem na sua vida é, definitivamente, um peregrino: um ser em busca de si mesmo, da sua própria identidade e da transcendência. É por isso que a peregrinação aporta o caráter simbólico de plasmar visivelmente o caminho que se recorre interiormente. O tempo da nossa vida é como uma peregrinação que tem um ponto de partida, um caminho que recorrer e uma meta a que devemos chegar: somos homo viator -- 'um homem ligado à prática do caminho e à aprendizagem que essa prática implicava. O homo viator tem, afinal, a viagem intrínseca ao seu dia-a-dia'.

Bon voyage!

* Foto e parte da informação da Associação Espaço Jacobeus -
http://groups.msn.com/jacobeus/suapginadaweb.msnw

segunda-feira, 11 de junho de 2007

1) Caminhante, não há caminho!... o caminho se faz caminhando...

Aqui começa uma nova jornada...desta vez virtual! A real começou em maio de 1984 quando com uma mochila nas costas e muitos sonhos na cabeça, embarquei num navio cargueiro e atravessei o Atlântico, rumo ao velho continente (...se pensar bem, talvez até antes, com amigos de sempre...andamos em muita boleia de caminhão pelas estradas do Brasil!). Sem calcular riscos e perdas! Com vinte e poucos anos, não se calcula riscos, os experimenta!

Foram andanças que me levaram a descobertas de porque 'siamo tutti oriundi! Que além da Europa Ocidental, para lá do estreito de Bosfóro, existe uma rica cultura ainda desconhecida e discriminada pelos 'white men'; que era bom dormir em bancos de praça no meio da tarde de inverno, com o sol a esquentar; que escrever poesias e fotografar me davam muito prazer; que alguma coisa devemos fazer pelo bem coletivo e a defesa do meio ambiente; que podia servir mesas na sofisticada Londres se precisasse, mas também aprender novas línguas e tornar-me doutor na terra de Robin Hood; que o Brasil é um 'ilustre desconhecido' para além de suas fronteiras; e que a volta das caravelas (como disse Chico Burque) é inevitável!....Enfim uma viagem de 10 anos...por terras além-mar!

Creio que um blog deverá ser pouco disto também! Uma jornada por bits no 'virtual space' onde se navega para outras fronteiras, se aprende...e se arrepende, se tem gozo e tédio, se interage, se esbarra em adoráveis desconhecidos, mas também em 'unfriedly interfaces'!

Agora nesta etapa da minha nova jornada, o real e o virtual se encontrarão a partir de 15 de junho, quando inicio a caminhada para Santiago de Compustela pelo caminho português, a partir de Ponte de Lima. Vou deixar minha 'vida mundana acadêmica' de papers, pesquisas e livros, para ANDAR, ANDAR, ANDAR!

Serão pelo menos 150 km a pé por beiras de estradas, picadas, campos, montes e margens de rios, para descobrir o que faz alguém caminhar 150 km! Bolhas no pé, dor nas costas e pernas, sol e chuva na cara...dormir em albergues coletivos com o cheiro de chulé dos andarilhos! Afinal, o que é isto? Masoquismo? Se temos aviões, trens, onibus, motos e carros possantes...todos poluentes é claro...para o 'homem móbil' do Século XXI! Será que verei a luz....a revelação...terei o encontro comigo mesmo....como as dezenas de livros escritos afirmam sobre como o caminho mudou suas vidas? Well, na volta lhes contarei...!

Por quê o caminho portugues e não o 'famoso' francês...de cerca de 800 km? Bem, a resposta é tempo, caros amigos (as)! Quem sabe da próxima vez..!
Fiquem atentos...e eu vos lhe alimentando a curiosidade com 'info-bits'

*Ultreya et Suzeia!

* 'Para a frente e para o alto'
Saudações entre os peregrinos que percorrem o Caminho de Santiago.